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Associação Colmeia defende necessidade de melhoria nas respostas e promoção de mais inclusão nas salas de aula


  21 Mars      31        Education (7125),

 

Cidade da Praia, 21 Mar (Inforpress) – A presidente da Associação Colmeia, Isabel Moniz, defendeu hoje a necessidade de melhoria das respostas especializadas, políticas públicas e sociais e promoção de mais inclusão nas salas de aula com a criação de conteúdos de acessibilidade.

Isabel Moniz que falava à imprensa, à margem da cerimónia comemorativa ao Dia Mundial da Síndrome de Down, realizada pela Associação Colmeia e que foi presidida pelo Presidente da República, José Maria Neves.

Destacou os avanços que Cabo Verde tem alcançado na criação de respostas destinadas às pessoas com necessidades especiais, tendo, no entanto, referido que há ainda desafios a serem ultrapassados.

“É preciso haver melhorias em relação às respostas mais especializadas, respostas a nível das políticas públicas, com serviço de intervenção precoce, respostas sociais, nomeadamente entendemos que essas crianças para os pais que não trabalham devem ter todas pensões sociais, os pais que tem filhos na condição de deficiência financeiramente estão mais apertados porque a condição da deficiência não abunda”, defendeu.

A presidente da Colmeia considerou que tendo em conta a realidade nacional, há a necessidade de haver respostas relativamente à criação de conteúdo de acessibilidade nas salas de aulas e um professor de apoio para orientar os jovens com necessidades especiais.

“Entendemos que neste momento, Cabo Verde já deveria estar a preparar-se para termos dentro da sala de aulas, para além de conteúdos de acessibilidade, o professor de apoio. Entendemos que nós devemos trabalhar a parte do despiste vocacional para os jovens, que não conseguem ter uma formação profissional e estarem inseridos no mercado de trabalho”, apontou.

Questionada sobre a comparticipação do Instituto Nacional de Previdência Social informou que a mesma aumentou de 50 para 75 sessões e que as outras terapias como a fonoaudiologia ou acompanhamento psicopedagógico não tem cobertura porque, explicou, há um vazio na legislação, daí a necessidade de haver no sistema abrangência de outras terapias que não estão cobertas pelo INPS.

Quanto às acções da Colmeia, adiantou que não obstante os constrangimentos financeiros, a referida associação, que recebe um caso novo de criança ou jovem com necessidades especiais todas as semanas, tem garantido o acompanhamento das crianças, jovens e famílias que procuram apoio.

“Estamos a conseguir funcionar até este momento porque o parceiro tem reagido, temos conseguido, até este momento, suportado as despesas mas a partir deste mês de Abril vamos estar novamente com este mesmo sufoco financeiro e é um trabalho que é necessário fazer, há a necessidade de respostas a nível da reabilitação e habilitação, tendo em conta que a deficiência não tem cura mas tem melhorias e essa melhoria passa pelo serviço de reabilitação”, afirmou.

Isabel Moniz avançou, por outro lado que neste momento, a Associação Colmeia presta apoio a 100 crianças e jovens em atendimento continuado, sendo que cerca de 70 casos são de crianças com Síndrome de Down e que número total de crianças e jovens que recebem algum tipo de apoio neste momento é de 578 entre crianças e jovens.

O Dia Mundial do Síndrome de Down, comemorado em 21 de Março, é uma data de conscientização global para celebrar a vida das pessoas com a síndrome de Down e para garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades que todas as pessoas.

É oficialmente reconhecida pelas Nações Unidas desde 2012. A data escolhida representa a triplicação (trissomia) do 21º cromossomo que causa a síndrome.

A Associação Colmeia é uma Organização não-governamental, sem fins lucrativos, cujo objectivo principal é promover e criar condições para que as crianças e jovens com deficiência possam crescer cada vez mais integrados e engajados na sociedade cabo-verdiana.

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