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Covid-19: Coordenador de Supervisão do BCV diz ser possível fazer poupança na actual conjuntura do País


  27 Octobre      35        Santé (8162),

   

Cidade da Praia, 27 Out (Inforpress) – O coordenador do Gabinete de Supervisão Comportamental do Banco de Cabo Verde (BCV), Helton Carvalho, considerou que com” algum esforço”, dependendo do caso, é possível poupar na actual conjuntura do País.
Helton Carvalho falava à margem das acções formativas e de sensibilização programadas para a “Semana da poupança”, que decorrem desde segunda-feira, 26, e vai até o final do corrente mês, enquadrada nas celebrações do Dia Mundial da Poupança, efeméride celebrada anualmente a 31 de Outubro.
A ideia, segundo o coordenador, é que independentemente da conjuntura actual, em referência a pandemia da covid-19, as pessoas comecem a “reflectir mais” sobre como devem gerir melhor as suas finanças, o seu dinheiro.
A promoção, segundo a mesma fonte, é a “poupança proactiva”, ou seja, as pessoas reagirem a contextos desfavoráveis e começarem a poupar
“Mas, é poupar independentemente disto, por iniciativa própria cultivarem hábitos de poupança de precaução”, justificou o responsável, salientando que esta é a forma de se evitar constrangimentos financeiros em resultado de uma gestão menos apropriados das suas finanças.
“As pessoas devem procurar poupar o máximo possível, pela redução de despesas que não sejam essenciais ou até a eliminação definitiva ou temporária”, concretizou, dependendo do caso, de despesas que não sejam essenciais, ou seja, “procura-se poupar uma parte de rendimento na medida do possível”.
Por que, por vezes, prosseguiu, as pessoas podem “subestimar pequenos montantes”, mas aconselhou que “não se deve”.”
“Deve-se procurar poupar no máximo poupar e reduzir as despesas na medida do possível, com algum esforço é possível poupar, porém depende de cada caso”, destacou.
Helton Carvalho apontou ainda que o propósito é fazer, também, com que as pessoas “planifiquem o seu consumo de forma autónoma”, independentemente de estarem a vivenciar uma “conjuntura desfavorável”.
O coordenador do Gabinete de Supervisão Comportamental do BCV reiterou ainda que um inquérito de conjuntura nas famílias realizada no segundo trimestre deste ano pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) demonstrou que 93 por cento (%) dos inquiridos considerou que a actual situação económica do País não permite poupar dinheiro e 80% afirmam que não comprarão um carro nos próximos dois anos.
“Isto mostra o efeito que a pandemia da covid-19 teve a nível socioeconómico, porque houve efectivamente aumento de desemprego, a redução económica das famílias, além da pobreza” disse, asseverando que este impacto da covid-19 faz com as pessoas sintam a necessidade de conter as despesas mas, por outro lado, “há pessoas que assumem não ter capacidade para poupar por causa do actual contexto”.
Entretanto, o responsável avançou que estas iniciativas perspectivam numa óptica comportamental no sentido de as pessoas melhorarem as suas atitudes e comportamentos de consumo, ou seja, promover o planeamento financeiro, a planificação e a organização voltada à gestão do dinheiro, explicou, ressaltando que este é um dos principais objectivos do Banco de Cabo Verde.
“É importante continuar a fazer acções de educação financeira de modo consistente e com frequência para que possamos incutir nas pessoas valores que estão associados a educação financeira, nomeadamente a questão da disciplina, da persistência e também da necessidade que há de as pessoas estarem no controlo das suas finanças e não o contrário”, frisou o responsável.
Carvalho salientou ainda que estes são os aspectos que precisam ser trabalhados a médio e a longo prazo, informando, de igual modo, que a mudança de comportamento é “mais difícil” para a população, e que exige sejam feitas “várias acções de formação e de sensibilização” para “incutir estes valores nas pessoas” e para que haja uma mudança a nível da gestão dos seus recursos financeiros.

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