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Ilha do Sal tem que ser vitrine daquilo que é cultura cabo-verdiana – Abraão Vicente


  23 Septembre      3        Arts & Cultures (1254),

   

Espargos, 23 Set (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas defendeu que a cultura pode ser um sector de emprego e empregabilidade na ilha do Sal, que também terá que ser vista como “vitrine” da cultura cabo-verdiana, pós covid-19.
Abraão Vicente fez esta consideração terça-feira durante uma visita que efectuou às escolas beneficiárias do programa Bolsa de Acesso à Cultura (BA Cultura) na ilha do Sal, onde tem previsto ainda acompanhar, no período da tarde, a montagem do projecto de reabilitação do complexo patrimonial Pedra de Lume.
Em declarações à imprensa, Abraão Vicente informou ainda que esta visita tem como principal objectivo começar a preparar a ilha do Sal na vertente cultural para o pós pandemia.
“Sal tem que ser vitrine daquilo que é a cultura cabo-verdiana. Sal e Boa Vista, como ilhas turísticas, correm o risco de serem o cartão de visita de Cabo Verde e elas têm que ser apresentadas como ilhas com qualidade, mas também que têm a diversidade da cultura cabo-verdiana, não só cultura salense, mas a cultura de todas as ilhas”, defendeu.
Quanto à massificação do ensino das artes, o ministro entende que a ilha está numa fase “embrionária”, isto porque, justificou, o ensino artístico leva tempo, e não se forma um “experts” ou um especialista ou um profissional da área das artes apenas com meses de formação.
“Isto é ilusório. Se nós quisermos profissionalizar as profissões ligadas à cultura é preciso um investimento ainda mais. (…) É importante perceber que este é um trabalho que terá que ser continuado para que os alunos tenham acesso ao ensino, mas também para que a comunidade tenha acesso a várias práticas culturais com nível de ensino de expertise mais elevado”, afirmou.
Abraão Vicente sublinhou que na ilha do Sal ainda há algumas necessidades, relacionadas com a especialização dos professores para darem aulas, tanto a nível musical, como a nível da dança e da arte plástica.
Ainda, ajuntou, é preciso um “maior envolvimento” das comunidades, da câmara municipal, para que o Governo assuma a sua responsabilidade.
“Não é apenas um sector onde se pode passar o tempo e fazer com que os alunos saiam das ruas. É importante percebermos que numa ilha turística como Sal, o sector da cultura pode ser um sector de emprego e empregabilidade. Nós temos aqui um conjunto de dinâmicas que têm que ser desenvolvidas”, defendeu.
O ministro reconheceu mais uma vez que a verba destinada ao Programa Bolsa de Acesso à Cultura é “insuficiente” para o nível de demanda.
Neste sentido, defendeu que é preciso um maior investimento por parte do Estado neste sector para que possam continuar este trabalho, que “poderá levar décadas”, mas que, a seu ver, com um “investimento certo poderá ser acelerado”.
A ilha do Sal teve este ano quatro escolas contempladas no âmbito do programa BA-Cultura, num total de um milhão de escudos cabo-verdianos, com financiamento de propinas a 257 bolseiros, e prevê-se ainda a distribuição de instrumentos musicais para a Escola de Terra Boa.
Nesta deslocação à ilha do Sal, que acontece no âmbito do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA) – Eixo IV – Reabilitação do Património Histórico, Cultural e Religioso, o governante faz-se acompanhar do presidente do Instituto do Património Cultural, Hamilton Jair Fernandes.

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