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FMI prevê em 2022 um crescimento de seis por cento da economia nacional – governador do BCV


  28 Juillet      41        Economie (13769),

   

Cidade da Praia, 28 de Jul (Inforpress) – O governador do Banco de Cabo Verde (BCV) disse hoje que o FMI prevê para 2022 um crescimento de seis por cento da economia nacional, pese embora as incertezas do contexto actual, ou seja, da pandemia.
Óscar Santos revelou que as projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2022 foram feitas com base no avanço da vacinação contra a covid-19 e apontou o exemplo do desempenho económico “muito promissor” de alguns países, como os Estados Unidos de América e da Europa.
Reconheceu que o Reino Unido, um dos principais mercados emissores de turistas para Cabo Verde, ainda regista uma contracção na sua actividade económica.
“Em relação à economia nacional, as perspectivas são para uma contínua recuperação da severa recessão causada pela pandemia de covid-19”, afirmou Óscar Santos.
O governador do Banco de Cabo Verde fez essas considerações, em conferência de imprensa em que anunciou as medidas de mitigação do impacto da pandemia na economia nacional.
Segundo o responsável do BCV, o crescimento da economia nacional para o próximo ano é impulsionado pela recuperação de receitas de viagens e serviços de transportes e medidas de apoio à recuperação económica e social”.
Óscar Santos estriba-se no avanço da campanha de vacinação contra a covid-19 para revelar as expectativas do banco central no que tange ao crescimento da economia.
“A vacinação deverá permitir o controlo da pandemia e a recuperação das actividades mais afectadas pelas medidas de distanciamento social”, apontou.
Reconheceu que, não obstante as perspectivas animadoras quanto à evolução das economias nacional e internacional, os efeitos da crise pandémica na economia nacional “poderão continuar a fazer sentir-se, em especial no sector do turismo e dos transportes”.
Na sua perspectiva, esses efeitos far-se-ão sentir nas ilhas “fortemente dependentes dos principais países emissores do turismo” e, por isso, prossegue, “os programas de suporte ao sector financeiro e às empresas continuarão a ser essenciais”.
Instado sobre a previsão do crescimento da economia nacional para o presente ano, que o BCV antevê para 5,6%, Santos informou que ainda não dispõem de elementos para mudar de ideia.
“Os indicadores de alta frequência que temos indicam a retoma gradual da actividade económica. Não temos elementos ainda para mudarmos a nossa previsão. Só o faremos em Outubro, quando retomarmos a política monetária para ver se, de facto, mantemos ou não a previsão para 5,6% para o corrente ano”, admitiu o governador do BCV.
Óscar Santos mostra-se expectante que a partir de Setembro as coisas comecem a melhorar com o aumento das viagens, a retoma do serviço do transporte e do turismo.
Na conferência de imprensa, o governador do BCV declarou que se tem verificado uma redução dos pedidos de moratórias por parte das empresas, o que para ele é “um bom sinal”.
Segundo ele, as empresas dos sectores turístico, transportes e comunicação são os que mais beneficiam do processo de moratória, porque, por causa do confinamento e da suspensão das viagens internacionais, “precisam de liquidez e de financiamento para o arranque da actividade económica”.
Para o governador do BCV, as medidas adoptadas pelo banco central, bem como pelo Governo, “foram essenciais para assegurar que as instituições de crédito continuassem a desempenhar o seu papel no financiamento da economia real”.
No que toca às medidas de política monetária, sublinhou Óscar Santos, deliberou-se pela manutenção das taxas de referência do Banco de Cabo Verde, além da manutenção do actual programa de financiamento de longo prazo, através da Operação Monetária e Financiamento (OMF) até 31 de Dezembro de 2021, de acordo com as condições anunciadas no final do ano passado.
Foi igualmente deliberado no sentido do ajustamento do programa, a partir de Janeiro de 2022, mantendo-se, contudo, a maturidade máxima de três anos, com condições especiais de financiamento, à taxa de 0,75%, reduzindo o montante de colocação mensal para 1,5 mil milhões de escudos, podendo atingir o montante de nove mil milhões de escudos até junho de 2022, altura em que o BCV procederá à nova avaliação e revisão do programa.
Em Março de 2020, o BCV, com vista a atenuar o impacto dos efeitos associados à covid-19, adoptou um pacote de medidas excepcionais de política monetária e prudencial, com vista a estimular o crédito à economia e, por esta via, a recuperação económica.

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